Saltar para o conteúdo

Informação · Ajuda

Falar sobre preocupações

Atualizado em: 2026-09-30

Em suma

A mudança leva tempo e acontece por etapas. Se alguém te preocupa, o melhor é abordar o assunto num momento calmo e sóbrio, com mensagens na primeira pessoa em vez de acusações. Os serviços de aconselhamento ajudam de forma gratuita e confidencial, também a familiares.

A mudança leva tempo

As pessoas raramente mudam o comportamento de uma vez. Os especialistas descrevem estádios pelos quais muitas pessoas passam várias vezes. Oscilar entre os dois lados é normal: as razões a favor e contra uma mudança já existem na própria pessoa. Quem, perante ela, só argumenta a favor da mudança consegue muitas vezes o contrário.

Estádios de mudança

  1. Pré-contem­plação«Não é problema nenhum.»
  2. Contem­plação«No fundo, devia, mas …»
  3. Prepa­ração«Estou a planear alguma coisa.»
  4. Ação«Estou a mudar alguma coisa.»
  5. Manu­tenção«Não desisto.»

As recaídas fazem parte: muitas pessoas passam pelos estádios várias vezes antes de uma mudança se manter. A ajuda funciona melhor quando corresponde ao estádio.

Modelo transteórico de Prochaska e DiClemente. Fontes: conceitos-chave do BIÖG (BIÖG-Leitbegriffe) 2026; DHS, manual de aconselhamento por telefone 2021.

Como abordar o assunto

Devo falar sobre isto?

O que joga a favor

  • Queres ajudar.
  • Queres evitar que as coisas piorem.
  • Perguntar não faz mal.

O que te faz hesitar

  • Posso estar a ver mal.
  • Isto pode prejudicar a nossa relação.
  • Não me quero meter.
  • Não me sinto capaz disto.

Sentir as duas coisas é normal, e a outra pessoa sente muitas vezes o mesmo. Podes dizer as duas coisas: «Não sei se tenho razão, mas preocupo-me contigo.»

Fonte: formação dos responsáveis pela prevenção da associação.

O momento certo

Tendencialmente favorável

  • Ambas as pessoas estão sóbrias.
  • Há calma, têm tempo e ninguém vos incomoda.
  • Pensaste antes no que queres dizer.

Tendencialmente desfavorável

  • A pessoa acabou de consumir.
  • Estão a discutir, ou estás com os nervos à flor da pele. Nesse caso, é melhor mais tarde.
  • Há outras pessoas a ouvir.
Fontes: DigiSucht; drugcom e cannabispraevention.de (BIÖG); guia de conversa do plano de proteção da associação.
  • Pensa antes no que te preocupa e no que queres dizer. Se também consomes, pensa antes no teu próprio consumo, porque é provável que te perguntem sobre isso.
  • Escolhe um momento calmo em que ambas as pessoas estejam sóbrias e um sítio onde ninguém vos incomode.
  • Usa mensagens na primeira pessoa e descreve o que observas, sem acusações: «Tenho notado que quase já não sais de casa, e isso preocupa-me.»
  • Fala do comportamento, não da pessoa.
  • Faz perguntas abertas, ouve, deixa a pessoa terminar. Sem sermões, sem diagnósticos.
  • Pergunta antes de dar um conselho: «Posso dizer-te o que penso sobre isto?» Os conselhos não pedidos costumam não resultar.
  • Conta com resistência e não leves isso a peito. Não tens de pressionar ninguém a admitir nada.
  • Valoriza o que está a correr bem e o que a pessoa já tentou.
  • Oferece apoio. Se fizer sentido, combinem algo concreto que se possa verificar, por exemplo uma segunda conversa daqui a uma semana. A decisão sobre uma mudança cabe à pessoa.

O que sustenta uma conversa

Empatia, sem sofrer com a pessoaTenta compreender como a pessoa se sente, sem te afundares com ela.

Compreender não é aprovarPodes compreender as razões e, mesmo assim, sentir preocupação.

Ouvir e resumirDiz por palavras tuas o que ouviste. Assim a pessoa percebe que está a ser ouvida.

Aceitar outra perspetivaA pessoa pode ver a situação de forma diferente da tua.

Ver os pontos fortesFala do que está a correr bem e do que desejas para o futuro, em vez de enumerar erros.

Falar diretamenteFala com a pessoa, não com outras pessoas sobre ela.

Fontes: formação dos responsáveis pela prevenção da associação; ajudas para a conversa do plano de proteção da associação; MINT, entrevista motivacional.

Perguntas que abrem a conversa

Fechadas: acabam muitas vezes em sim ou não

  • «Fumas charros a mais?»
  • «Tens algum problema?»

Abertas: convidam a contar

  • «Como estás neste momento?»
  • «O que te levou a isso?»
  • «Quando é que não sentes nenhuma necessidade disso?»
  • «Quem ou o que te poderia ajudar?»
  • «Quando seria um bom momento para ti?»
  • «Conta lá.»
Fontes: formação dos responsáveis pela prevenção da associação; ajudas para a conversa do plano de proteção da associação; MINT, entrevista motivacional.

Não tens de carregar isto a sós. Pede antes conselho a um serviço de aconselhamento ou deixa a conversa a alguém que esteja mais próximo da pessoa.

Os teus limites

Não há nenhum truque que convença alguém. A mudança só começa quando a própria pessoa vê um problema. Diz claramente com o que não pactuas e o que acontece nesse caso, e mantém-te firme. Não desculpes comportamentos que te prejudicam. Os familiares caem facilmente em padrões que tendem a sustentar o consumo: encobrir, desvalorizar, assumir tarefas da outra pessoa. Contra isso ajuda procurar apoio para ti.

Ajuda, também para ti

O aconselhamento sobre dependências é gratuito, confidencial e, se quiseres, anónimo; quem aconselha está sujeito a sigilo profissional. Não precisas de diagnóstico, de pedido nem de seguro de saúde, e o aconselhamento destina-se expressamente também a familiares e amigos, mesmo que a pessoa em causa não queira ajuda. Se necessário, os serviços de aconselhamento encaminham para desintoxicação, terapia ou um grupo de autoajuda.

  • DROBS Dortmund, Reinoldistraße 17-19, 0231 477376-0, também para familiares
  • Sozialpsychiatrischer Dienst der Stadt Dortmund (serviço municipal de psiquiatria social), Hoher Wall 9-11, 0231 50-22534, com grupos para familiares
  • DigiSucht: aconselhamento online por mensagem, chat ou vídeo, gratuito e anónimo
  • Sucht & Drogen Hotline: 01806 313031, todos os dias das 8h00 às 24h00, 0,20 € por chamada (em alemão)

Mais serviços e apoio por telefone e online estão em Onde encontrar ajuda. Podes contactar os nossos responsáveis pela prevenção de forma anónima através do SimpleX ou por e-mail para praevention@csc-dortmund.de.

Fontes

Em poucas palavras

Continuar a ler

Todos os artigos
Autoavaliação

Como está o teu consumo?

Oito perguntas, dois minutos. As tuas respostas ficam no teu dispositivo. Se preferires falar com alguém, podes contactar os nossos responsáveis pela prevenção de forma anónima.

Newsletter em alemão

Novidades da associação, sobre prevenção e sobre a situação legal. A newsletter é escrita em alemão e enviada de forma irregular, apenas quando há novidades.

A enviar …

Quase concluído. Confirma a subscrição através da ligação no e-mail.

A subscrição só fica ativa quando abrires a ligação no e-mail de confirmação. Podes cancelar a subscrição em qualquer edição.